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Em parceria com a Dafra, KTM volta ao Brasil e confirma Duke 200 e 390

Importação dos modelos da marca austríaca será retomada neste ano. Motos serão montadas em Manaus, no formato CKD.

Publicado no G1.com em 27/03/2014
A fabricante brasileira de motos Dafra anunciou nesta quinta-feira (27) o retorno da KTM ao Brasil. Fora do mercado local desde 2012, a marca austríaca voltará a exportar modelos para o país, em CKD (Completely Knocked Down, quando a moto chega completamente desmontada), em parceria com a montadora local a partir deste ano, diz o comunicado.
“Começaremos a operação CKD com os produtos mais emblemáticos da KTM, os off-road, que serão produzidos em nossa fábrica em Manaus já a partir deste ano”, diz Sérgio Dias, diretor comercial da Dafra. “Mais produtos off-road e street virão pelo mesmo processo CKD meses depois, em 2015.”
Entre os modelos confirmados para o país, estão 200 Duke e 390 Duke, motos de uso urbano. Segundo a empresa, ao longo do tempo toda a linha da empresa deve chegar ao Brasil, inclusive, os produtos off-road, segmento mais tradicional da KTM.

“A globalização é um elemento central para o sucesso da KTM. Seguindo essa estratégia, o mercado brasileiro é fundamental. Para entrar nesta nova realidade um bom parceiro era indispensável. Adicionalmente, a KTM está investindo numa estrutura local de apoio ao mercado nacional”, afirma Hannes Dirmayer, gerente da KTM Áustria responsável pela região, em comunicado.
Durante o Salão de Milão 2013, o G1 havia adiantado que a KTM preparava o retorno ao Brasil. Na época, Hubert Trunkenpolz, diretor comercial da KTM, disse que o retorno da empresa austríaca ao Brasil também traria junto a Husqvarna, outra marca de moto, adquirida pelo grupo KTM no ano passado, quando a adquiriu da BMW.
Além disso, o executivo também afirmou que as esportivas KTM RC 125, 200 e 390 estavam entre os produtos que a empresa a empresa pretendia vender no Brasil.

A KTM deixou de vender no Brasil quando encerrou a parceria com o Grupo Izzo, na época, em 2012, as lojas da empresa no país foram fechadas. Enquanto atuaram juntas, as motos da marca austríaca eram importadas já montadas. Na época, o CEO Stefan Pierer afirmou, à revista “Cycle News”, que errou no Brasil: “No Brasil, nós erramos, e tivemos a lição de que, se você não tiver o parceiro certo, então está em apuros. Na verdade, é um grande mercado, mas também muito perigoso”, afirmou.

A austríaca chegou a anunciar, em 2011, que passaria a montar as motos no Brasil, mas o negócio não se concretizou.
“A colaboração mútua entre as companhias já está em andamento e é baseada em contrato de longo prazo, que inclui a importação e fabricação de motocicletas em Manaus, a fim de implementar a marca austríaca no Brasil de forma consistente, profissional e progressiva. Detalhes sobre linha de produtos, cronograma de lançamentos e rede de concessionárias serão divulgados nos próximos meses”, diz a Dafra.

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