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Quantidade de motos quadruplica em onze anos e chega a 165 mil no DF

Na última década, a frota de motocicletas do DF aumentou 291%. Opções mais econômicas do que os carros, substituem o transporte público, são opções de lazer e ajudam a fugir do congestionamento. Mas os acidentes são frequentes

Publicado no Correio Brasiliense em 27/10/2013

A precariedade do transporte público no Distrito Federal levou Milton a comprar uma motocicleta em 2008. Um ano antes, Odilon financiou a moto para escapar do desemprego. Geraldo adquiriu três por lazer e para fugir do congestionamento e da falta de vagas. Por diferentes motivos, em pouco mais de uma década, a quantidade de veículos sobre duas rodas em circulação no Distrito Federal quadruplicou. Passou de 42.415 unidades para 165.874. Apesar das vantagens, o despreparo e a imprudência de uma parcela dos usuários têm consequências trágicas. O número de mortos subiu, na contramão do que vem acontecendo com os demais condutores.
O descaso do poder público com o transporte pesou na decisão de Milton Gabriel Santana Neto, 26 anos, de trocar o ônibus pela motocicleta. Em 2008, a greve dos rodoviários deixou as paradas lotadas, e o então frentista encarou duas vans e uma viagem no metrô para chegar ao trabalho. “Fiquei com muita raiva. Naquele dia, apareceu um vendedor de moto. Fiz o cadastro e, 10 dias depois, estava motorizado. Financiei em 48 parcelas de R$ 208. Nunca mais dependi de ônibus”, diz Milton, hoje, motofretista.

Mesmo quem não depende do transporte público e não tem moto, contribui para o inchaço da frota dos veículos de duas rodas. O aquecimento do comércio pela internet e a comodidade de receber as compras e a comida em casa, por exemplo, fazem crescer a demanda pelos serviços de motoboy. Nos últimos 10 anos, a contratação desse tipo de profissional aumentou, em média, 40%, segundo estimativas do sindicato das empresas de entrega (Sindeeco/DF). Não geramos mais emprego porque falta mão de obra qualificada. Se um órgão do governo abrisse uma licitação para 30 motoboys, eu não teria como participar. Tem muita gente trabalhando, mas poucos cumprem a Resolução nº 350 do Contran lamenta o presidente do Sindeeco, Reinaldo Pereira.

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